Aprendendo na Fé

por MITRA ARQUIEPISCOPAL DO RIO DE JANEIRO, 27/01/2015 às 12:36 em Grupo de Destaque II

Aprendendo na Fé

 

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Como ajudar os padres?

Há soluções concretas e muito mais eficazes do que sair por aí falando mal dos sacerdotes

É muito difícil agradar todo mundo. Há pessoas que criticam o padre por causa de suas homilias; outros, por ele ser muito exigente ou pelo seu jeito de realizar o trabalho pastoral ou de administrar a paróquia. Definitivamente, todo sacerdote é sinal de contradição.

Com relação às homilias, o problema para um padre é que, na mesma Missa, há pessoas de todas as idades, de todas as condições socioeconômicas, de todos os níveis de formação. Como adequar a mensagem ao gosto de todos? Indiferentemente de como o padre faça sua homilia, sempre haverá descontentamento entre os fiéis: uns dirão que a homilia é curta; outros, que é longa; uns dirão que é profunda demais; outros, que parece superficial; uns dirão que é fiel à doutrina da Igreja; outros, que é espiritual...

Há críticas de todos os tipos feitas aos sacerdotes: Se é bonito, deveria ter se casado; se é feio, coitado, foi por isso que virou padre. Se é sério, é porque está bravo; se sorri para todo mundo, quer ser o centro das atenções. E assim por diante. Indiferentemente do fato de as críticas serem fundadas ou infundadas, vale a pena recordar que os padres, apesar do seu jeito de ser e da sua história pessoal, querem encarnar o modelo de sacerdócio que Jesus propõe, como sumo e eterno Sacerdote. É uma pena que, na sociedade, e não só contra os sacerdotes, haja tantas críticas negativas e, sobretudo, generalizações.

Antes de criticar quem quer que seja, as pessoas precisam recordar o que Jesus disse: quem estiver livre de pecados, que atire a primeira pedra. As críticas negativas crescem muito mais que as positivas. Basta lembrar a história da Igreja. Os clérigos ou sacerdotes sempre sofreram muitos ataques, desde sempre, e assim será até o final.

As pessoas precisam ser conscientes de que os padres não têm um caminho fácil; independentemente de sua forma de ser, eles carregam uma missão pesada sobre os ombros, em prol da salvação do povo de Deus. O trabalho é muito grande e os padres são tão poucos... E, ainda por cima, acabam sendo objeto da crítica de muitos, pois hoje é mais popular ser qualquer coisa, menos sacerdote. É preciso recordar que eles fazem as coisas da melhor maneira possível, ou pelo menos fazem coisas que muitas outras pessoas não querem fazer.

Eles renunciam a ter filhos para poder ajudar outras pessoas a educar seus filhos. Pedimos ajuda aos padres para melhorar nosso casamento, quando eles nem sequer recebem um alimento quente em casa ao chegar do trabalho. Pedimos que ajudem a solucionar problemas alheios, quando humanamente às vezes nem conseguem solucionar os próprios. Mesmo assim, eles se doam a nós. Ainda por cima, as pessoas costumam sempre questionar o que um padre diz, mas acreditam piamente no que foi dito pelo apresentador de televisão mais famoso.

O erro fundamental de quem critica os sacerdotes ou de quem incentiva esta atitude de crítica é que se presta atenção na parte humana, mas não se vai além; não há uma firme convicção do que o padre representa e do que ele é: um humilde "distribuidor" das graças de Deus, em meio às suas fraquezas, que são comuns a todos nós. É muito fácil criticar, e mais ainda seguir a onda de ataques.

Nos sacerdotes, há virtudes e defeitos, como em qualquer ser humano, com a grande diferença de que eles atenderam generosamente a um chamado superior, respondendo a uma vocação especial que exige renúncias, uma luta interior séria e anos de preparação. São pessoas preparadas, e às vezes muito preparadas. Se compararmos o sacerdócio a qualquer outra profissão, penso que pouquíssimas delas requerem toda a preparação que o sacerdócio exige. Eles, os padres, não se formam da noite para o dia. Como tudo nesta vida, é preciso colocar na balança nossas ações e, depois, as dos outros. Precisamos ser misericordiosos com os padres, pois eles são assim com os fiéis.

Recordemos sempre que os sacerdotes são seres humanos escolhidos por Deus para serem nossos pastores. Portanto, tomemos cuidado para não lançar ataques contra eles, com ou sem sentido. Mas, se queremos fazer algo para ajudá-los, oremos por eles e colaboremos com seu ministério. Sair por aí falando mal do padre não vai resolver nada. Ao invés de criticá-los, precisamos orar por eles, porque eles são os que estão mais em risco de cair na fraqueza.

Oremos pela sua salvação e pela sua santificação. Demos graças a Deus que, por meio dos seus sacerdotes, nos dá suas graças nos sacramentos que eles administram. Por que você é tão duro com seu sacerdote? Como você gostaria que ele fosse? Você acha que, se o padre fosse como você, ele faria as coisas de um jeito melhor? Lembre-se, querido irmão, que o padre é feito do mesmo barro que você, um vivo exemplo de virtudes e defeitos.

Peça a Deus que o padre que está mais perto de você não seja como você quer, e sim como Deus e a Igreja precisam. Aliás, você sabia que pode ajudar mais um padre rezando por ele do que criticando sua pessoa?

 

Fonte: http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/voce-conhece-um-padre-cheio-de-defeitos-saiba-o-que-fazer-5842995505004544

 

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Namoro Cristão

 

Que é "namoro"?

Namoro é o período em que o rapaz e a moça procuram conhecer-se em preparação para o matrimônio.

Em que consiste o matrimônio?

No matrimônio, homem e mulher doam seus corpos, constituem uma só carne e tornam-se instrumentos de Deus na geração de novas vidas humanas.

 

Então, em que deve consistir a preparação ao matrimônio?

Antes de dar os corpos, é preciso doar as almas. No namoro, os jovens procuram conhecer não o corpo do outro, mas sua alma.

 

Que conclusão podemos tirar daí?

Os namorados não podem ter relações sexuais (fornicação), nem atitudes contrárias à castidade.

 

Por quê?

Porque o corpo do outro ainda não lhes pertence, pelo sacramento do matrimônio religioso. Unir-se ao corpo alheio, antes do casamento na Igreja, é um pecado contra a castidade e contra a justiça. E, como nosso corpo é o Templo do Espírito Santo (1 Cor. 6, 19), a profanação de nosso corpo é algo semelhante a um sacrilégio.

 

São permitidos os abraços sensuais e beijos de língua excitativos?

Não é apenas a fornicação que é pecado, mas também tudo o que provoca o desejo da fornicação, como abraços sensuais e beijos de língua excitativos.

 

Não podem ser considerados como simples expressões de afeto?

Não, já que muitíssimo mais do que constituírem expressões de afeto, despertam, alimentam e exacerbam o desejo físico. Aliás, é possível profanar o templo do nosso corpo até por um pensamento: "Todo aquele que olha para uma mulher com mau desejo já cometeu adultério com ela em seu coração" (Mat. 5, 28).

 

Que consequências práticas tiramos disso?

Durante o namoro, deve-se evitar o contato físico imoral, como abraços sensuais e beijos de língua excitativos, que já constituem uma entrega física que, se acidentalmente pode não se consumar, no entanto, prepara ou apressa. Vale aqui lembrar a advertência de Cristo: "Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito é pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26, 41).

 

Que outra consequência tirais disso?

O prazer da excitação dos sentidos torna-os incapazes de perceber a beleza da alma do outro. O namoro assim deixa de ser uma ocasião de amar para ser uma ocasião de egoísmo a dois, cada um desejando sugar do outro o máximo prazer.

 

Como, então, se deve namorar?

Sendo o namoro o encontro de dois templos sagrados que desejam conhecer-se e amar-se interiormente, os namorados deveriam agir à semelhança de um rito litúrgico:

1) Rezar antes e depois do namoro;

2) Namorar apenas em lugar visível, para evitar ocasiões de pecar. Nada há para esconder.

3) Durante o namoro, evitar ir além de conversar e dar as mãos.

4) Ter sempre em mente: "Eu estou diante de um templo sagrado. Ai de mim se eu profanar este templo até por um pensamento!"

5) Depois do namoro convém fazer um exame de consciência: "Estou agora amando a Deus mais do que antes?"

 

E se o outro não aceitar namorar cristãmente?

É preciso renunciar ao namorado (à namorada): "Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim" (Mt 10, 37). O que poderíamos acrescentar: "Aquele que ama o namorado ou a namorada mais do que a mim não é digno de mim". Para conservar a graça que Jesus Cristo nos conquistou a preço do seu Sangue, devemos renunciar à própria vida, e com maior razão ao namorado (à namorada).

 

Não é isso muito duro?

Sim, é duro, mas tem um consolo. Se o outro não aceita namorar senão através de beijos e abraços escandalosos, na verdade ele não ama você, mas deseja gozar do prazer que você pode oferecer. O verdadeiro amor sabe esperar. A reta intenção inclui a prudência, autodomínio, fundamento da castidade conjugal.

 

Mas é realmente preciso ser diferente de todo o mundo?

Sim, o cristão deve ser o sal da Terra (Mt 5, 13), luz do Mundo (Mt 5, 14), fermento na massa (Mt 13, 33). "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito" (Rm 12, 2).

 

Mas não é levar uma vida muito triste?

Aquele que procura o prazer, encontra o prazer. Mas depois vem o vazio, o remorso de consciência e a tristeza de ter pecado. Aquele que se abstém do prazer ilegítimo, por obediência a Jesus Cristo, encontra a alegria e a felicidade: "Bem-aventurados os puros, porque verão a Face de Deus" (Mt. 5, 8).

 

Que significa isso?

Isso significa que a alegria da pureza está acima do prazer da impureza, assim como o Céu está acima da Terra. Ao olharmos para os olhos de uma pessoa pura, vemos algo de divino em sua alma, algum reflexo deste Deus que contempla com maior facilidade e perfeição.

 

Oração para antes do namoro

Senhor, estou diante de um templo onde Vós habitais. Amo-Vos presente neste templo e prefiro morrer a profanar este santuário mesmo por pensamento. Fazei que, com este namoro, eu aprenda a amar a Vós presente no outro, e assim descubra se foi este (esta) quem escolhestes para estar a meu lado por toda a vida. São Rafael Arcanjo, que conduzistes Tobias e Sara e lhes ensinastes a pureza do coração, fazei que na obediência aos mandamentos, possamos glorificar a Deus para sempre. Amém.

 

Fonte: http://www.fsspx.com.br/pequeno-catecismo-do-namoro/

 

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OS DEZ MANDAMENTOS DO CASAL

Do livro Família, Santuário da Vida - do Prof. Felipe Aquino

 

PRIMEIRO MANDAMENTO: NUNCA SE IRRITAR AO MESMO TEMPO

A todo custo evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegure a calma de ambos diante da situação conflitante. É preciso nos convencermos de que na explosão nada será feito de bom. Portanto, jamais permitir que a explosão chegue a acontecer.

 

SEGUNDO MANDAMENTO: NUNCA GRITAR UM COM O OUTRO

A não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido. Alguém me disse certa vez que, se gritar resolvesse alguma coisa, porco nenhum morreria... Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente e precisa impor pelos gritos aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.

 

TERCEIRO MANDAMENTO: SE ALGUÉM DEVE GANHAR NA DISCUSSÃO, DEIXAR QUE SEJA O OUTRO

Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, mas o diálogo não. Discussão no casamento é sinônimo de "guerra"; uma luta inglória. "A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral"; dizia Lao Tsé.

 

QUARTO MANDAMENTO: SE FOR INEVITÁVEL CHAMAR A ATENÇÃO, FAZÊ-LO COM AMOR

A outra parte tem que entender que a crítica tem o objetivo de somar, não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. E reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil.

 

QUINTO MANDAMENTO: NUNCA JOGAR NO ROSTO DO OUTRO OS ERROS DO PASSADO

A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda vez que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. É preciso todo o cuidado para que isto não ocorra nos momentos de discussão. Nestas horas o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme.

 

SEXTO MANDAMENTO: A DISPLICÊNCIA COM QUALQUER PESSOA É TOLERÁVEL, MENOS COM O CÔNJUGE

Na vida a dois, tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.

 

SÉTIMO MANDAMENTO: NUNCA IR DORMIR SEM TER CHEGADO A UM ACORDO

Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou no dia anterior, para ferver o leite, sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem.

 

OITAVO MANDAMENTO: PELO MENOS UMA VEZ AO DIA, DIZER AO OUTRO UMA PALAVRA CARINHOSA

Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isto também com palavras. Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer: "eu te amo", "você é muito importante para mim", "sem você eu não teria conseguido vencer este problema", "a tua presença é importante para mim"; "tuas palavras me ajudam a viver"... Diga isto ao outro com toda sinceridade toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.

 

NONO MANDAMENTO: COMETENDO UM ERRO, SABER ADMITI-LO E PEDIR DESCULPAS

Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro. Quando erramos, não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não o repetir. Isto é ser humilde.

Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos quase de vez o motivo do conflito no relacionamento e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!

 

DÉCIMO MANDAMENTO: QUANDO UM NÃO QUER, DOIS NÃO BRIGAM

É a sabedoria popular que ensina isto. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será "não pôr lenha na fogueira", isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes será por um abraço carinhoso, ou por uma palavra amiga. Todos nós temos a necessidade de um "bode expiatório" quando algo adverso nos ocorre. Quantas e quantas vezes acabam "pagando o pato" as pessoas que nada têm a ver com o problema que nos afetou?

 

REFLEXÃO FINAL: O AMOR ACABA?

Há alguns casais que dizem que vão se separar porque acabou o amor entre eles. Será verdade? Seria mais coerente dizer que o "verdadeiro" amor não existiu entre eles. Não cresceu e não amadureceu; foi queimado pelo sol forte do egoísmo e sufocado pelo amor próprio de cada um. Não seria mais coerente dizer: "nós matamos o nosso amor?" O poeta cristão Paul Claudel resumiu de maneira bela a grandeza da vida do casal: "O amor verdadeiro é dom recíproco que dois seres felizes fazem livremente de si próprios, de tudo o que são e têm. Isto pareceu a Deus algo de tão grande que Ele o tornou sacramento".

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Como ser um Bom Paroquiano? 

Ser paroquiano implica escolher uma paróquia e ali frequentar e vivenciar a fé. Ninguém vive sua fé católica separado de uma Paróquia. Por mais que eu possa ir em muitas paróquias, sempre tem uma com que crio vínculo e pertença.

Ser paroquiano é pertencer a uma família, muitas vezes de pessoas que nem eu conheço, mas que vivem a mesma fé que eu.

Ser paroquiano não é ser dono da igreja, querendo que prevaleçam minhas vontades, mas é querer o melhor para todos.

Ser paroquiano não é simplesmente chegar na Igreja e sair exigindo melhorias sem nada ajudar.

Ser paroquiano também é ser dizimista, e partilhar com Deus e com os irmãos dos bens materiais que Deus nos ofereceu.

Ser paroquiano não é ser fofoqueiro, e ficar levando e trazendo más notícias e só aparecer na paróquia para saber das novidades para novas fofocas, mas é um compromisso com Deus e com os irmãos de levar a boa notícia, o Evangelho.

Ser paroquiano é saber que a Igreja é minha casa, que Jesus mora nela, no Sacrário, e que sempre devo saudá-Lo quando chego à Igreja.

Ser paroquiano é também se envolver nas atividades da paróquia, se eu não posso ajudar diretamente fazendo algo em uma pastoral, devo rezar por aquilo que vai ser feito na paróquia.

Ser paroquiano é saber que o padre é meu pai espiritual, que devo a ele respeito e obediência como devo a meus pais.

Ser paroquiano é viver o Evangelho entre irmãos e chamar outras pessoas para viver as maravilhas que vivo na paróquia.

Ser paroquiano é estar perto do altar que me alimenta, no qual irá estar meu nome quando eu falecer. 

Ser paroquiano é saber que a Igreja é o lugar mais importante a que eu vou e, por isso, entrar nela com modéstia, decência e bem vestido.

Ser paroquiano não é fazer as coisas para ser conhecido ou valorizado.

Ser paroquiano por muito tempo não me faz melhor ou mais importante que os outros que acabam de chegar na paróquia.

Ser paroquiano é saber que todos somos iguais, ovelhas guiadas por um pastor, o sacerdote, a caminho do céu.

Ser paroquiano é saber que tenho uma família de muitas pessoas na terra e outras do céu que sempre posso contar.

Ser paroquiano é ser missionário e convidar outras pessoas para vir à minha paróquia.

Ser paroquiano é antecipar na terra o que encontrarei no céu.

 

Tenho sido um bom paroquiano, comprometido com a minha família espiritual, minha paróquia? Ou vivo envolvido em fofocas, brigas, comodismo e guerras egoístas contra aquele que me ama, Jesus Cristo?

Quando, na Igreja, eu sou causa de males aos outros, até mesmo com o pretexto de justiça, estou ofendendo a Deus.

 

Oração do Bom Paroquiano.

 

Senhor Jesus, ensina-me a ser um bom paroquiano, a não dividir minha Paróquia, a respeitar meu Sacerdote e meus irmãos na fé, a colaborar com a nossa Paróquia, vossa e nossa casa, a ser instrumento de salvação da minha alma e das almas dos meus irmãos. Amém.

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“CATÓLICO NÃO-PRATICANTE: CERTO, INCOERENTE OU IGNORANTE?”

Atualmente, tem sido comum alguém afirmar, com naturalidade e segurança: “Creio, mas não pratico!” Mais do que uma afirmação isolada, essa ideia de que se pode acreditar sem colocar em prática aquilo em que se acredita é tão comum que já se tornou uma mentalidade em muitos ambientes. Afinal, é possível crer sem praticar?

A “modalidade não-praticante” provavelmente foi criada com o sentido de tornar confortável algo que deveria exigir muito de nós. Hoje, não poucos gostariam de ver a Igreja Católica menos insistente em seus dogmas, menos exigente em suas leis morais e menos radical em sua luta contra as injustiças. Algumas pessoas justificam-se com o fato de quererem buscar uma maior autenticidade ou com o fato de a Igreja não se adaptar à modernização da sociedade; mas, mesmo assim julgam-se católicos, apenas por tradição familiar.

O ser define-se pelo agir. O termo “Católico não-praticante” é tão incoerente quanto “Vegetariano não-praticante”, “Atleta não-praticante” e, até mesmo, “Celibatário não-praticante”. Se não pratica a religião, é porque não faz parte dela! Foi relatado que nove dos onze Ministros do STF se dizem Católicos. Porém, percebeu-se o nível do “catolicismo” deles quando votaram a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias.

Para a Igreja Católica, o importante é o cumprimento de sua missão, independente dos aplausos ou das críticas que receber. Seu programa não é fruto de um consenso. Não é a vontade da maioria de seus fiéis que vai determinar o conteúdo de seus ensinamentos, mas o Evangelho: “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará” (Jo 8, 32).

Quem mudou foi o povo, cujos critérios de aprovação ou rejeição estão sujeitos, muitas vezes, ao gosto do momento ou à emoção que o envolve. “Virá um tempo em que alguns não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, seguindo seus próprios desejos, como que sentindo comichão nos ouvidos, se rodearão de mestres. Desviarão os seus ouvidos da verdade, orientando-se para as fábulas” (2Tm 4, 3-4).

Antes de simplesmente ignorar, julgar ou, pior, desprezar as leis morais e a Doutrina Católica, não seria mais prudente procurarmos conhecê-la, penetrar em seu significado e descobrir seus valores? Ou até quando seremos Católicos que aprovam o aborto e o uso da camisinha?

A verdade é que a Igreja não perde fiéis, ela perde infiéis. Nada mais correto do que sair da instituição com a qual não se concorda (na verdade, da qual não se entende absolutamente nada). Quem é fiel permanece! Ou se é, ou não se é. Os mornos, Deus vomita-os, como diz o Apocalipse. Fazer parte de uma religião não é para parecer bonito. Chega de rótulos e modismos! Fazer parte de uma religião é para dar trabalho. É renúncia, doação, compromisso e fidelidade com o Batismo, dedicando-se com alma e amor. É impossível amar e ser fiel àquilo que não se conhece. Por isso que Jesus instigava os seus discípulos a discutirem sobre quem Ele era; porque Jesus queria o verdadeiro Amor por parte de seus seguidores. A nossa Igreja é belíssima, é o Corpo Místico de Cristo. Façamos, então, como membros desta, o que Jesus fez: revelar a verdadeira face da Igreja de Cristo.

 

Ato de Fé

Eu creio firmemente que há um só Deus, em três pessoas, realmente distintas: Pai, Filho e Espírito Santo, que dá o céu aos bons e o inferno aos maus, para sempre. Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar, e que ao terceiro dia ressuscitou. Creio tudo o mais que crê e ensina a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, porque Deus, Verdade Infalível, Lho revelou. E nesta crença quero viver e morrer.

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A IGREJA E A POLÍTICA

O tema da Campanha da Fraternidade deste ano, “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, com o lema “Eu vim para servir” (Mc 10, 45), é ocasião para se tratar da política, o que pode levar alguns setores da sociedade a pensarem que a igreja entrou na batalha política, e, pior, favorece a linha socialista e os partidos de esquerda. Faz-se necessário, por isso, recordar alguns princípios esclarecedores do porquê e de como a Igreja entra na Política. Segundo Aristóteles, “o homem é por natureza um animal político, destinado a viver em sociedade” (Política, I, 1, 9). Santo Tomás de Aquino cunhou o termo “bem comum”, ou bem público, que é o bem de toda a sociedade, dando-o como finalidade do Estado. Na doutrina social da Igreja, Política é “uma prudente solicitude pelo bem comum” (São João Paulo II). “A comunidade política existe, portanto, em vista do bem comum; nele encontra a sua completa justificação e significado e dele deriva o seu direito natural e próprio. Quanto ao bem comum, ele compreende o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição” (São João XXIII).

A Igreja está a serviço do Reino de Deus, anunciando o Evangelho e seus valores, e “não se confunde com a comunidade política nem está ligada a nenhum sistema político” (Gaudium et Spes, 76). Mas os cristãos participam na vida pública como cidadãos. “Os fiéis leigos não podem de maneira nenhuma abdicar de participar na ‘política’, ou seja, na multíplice e variada ação econômica, social, legislativa, administrativa e cultural, destinada a promover de forma orgânica e institucional o bem comum” (S. João Paulo II). “Reconhecendo muito embora a autonomia da realidade política, deverão se esforçar os cristãos solicitados a entrarem na ação política por encontrar uma coerência entre as suas opções e o Evangelho” (Beato Paulo VI). Mas é preciso respeitar os campos de ação e a competência. “A Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política... não pode nem deve se colocar no lugar do Estado. Mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça. Deve inserir-se nela pela via da argumentação racional e deve despertar as forças espirituais, sem as quais a justiça não poderá firmar-se nem prosperar” (Papa Emérito Bento XVI). “Este trabalho político não é competência imediata da Igreja. O respeito de uma sã laicidade – até mesmo com a pluralidade das posições políticas – é essencial na tradição cristã autêntica.

Se a Igreja começasse a se transformar diretamente em sujeito político, não faria mais pelos pobres e pela justiça, mas faria menos, porque perderia sua independência e sua autoridade moral, identificando-se com uma única via política e com posições parciais opináveis. A Igreja é advogada da justiça e dos pobres, precisamente ao não se identificar com os políticos nem com os interesses de partido. Só sendo independente pode ensinar os grandes critérios e os valores irrevogáveis, orientar as consciências e oferecer uma opção de vida que vai além do âmbito político” (Papa Emérito Bento XVI).

“Não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Essa tarefa faz parte da vocação dos fiéis leigos, que agem por própria iniciativa com seus concidadãos” (Catecismo da Igreja Católica n° 2442). “Não cabe à Igreja formular soluções concretas – e muito menos soluções únicas – para questões temporais, que Deus deixou ao juízo livre e responsável de cada um, embora seja seu direito e dever pronunciar juízos morais sobre realidades temporais, quando a fé ou a lei moral o exijam” (Nota doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a participação e comportamento dos católicos na vida política, n° 3). Vem a calhar a solução de Santo Agostinho: “Em questão de princípios, unidade. Nas questões discutíveis e opináveis, liberdade. Em todas as coisas, caridade”.

Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Oração: Senhor, que eu possa viver não somente pensando em mim, mas em todas as pessoas. Que eu possa viver concretamente minha consciência política e minha fé. Que eu não seja egoísta. Que eu não mude a Missão da Igreja, mas que, na Igreja, aprenda a mudar a mim mesmo. Amém.

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12 PASSOS PARA SE TORNAR UM CATÓLICO COMPROMETIDO

 

Está acontecendo uma “Crise Católica”: um grande número de batizados católicos deixou a Igreja e a maioria dos que permanecem são "católicos casuais", que não conhecem a fé católica e não a praticam. No meio dessa decadência social, porém, ainda há pessoas que procuram o verdadeiro, o belo e o bom e que estão trabalhando para trazer a paz e a alegria de Cristo ao mundo: Os Católicos Comprometidos.

1. TODO CATÓLICO DEVE SER CAPAZ DE APRESENTAR PELO MENOS UM ARGUMENTO EMPOLGANTE AO EXPLICAR AOS OUTROS (E A SI MESMO) POR QUE JESUS CRISTO É O SEU REI. Se um católico não está convencido da grandeza de Cristo a ponto de conseguir explicá-la, o seu crescimento na fé será atrofiado e ele não atrairá outros para Cristo.

2. COMPROMETER-SE A SER UM SANTO DE CRISTO REI. Não há pessoas “bacanas” no céu: há santos. A maioria dos católicos não faz o compromisso firme de lutar pela santidade e fica presa à mediocridade. É preciso levantar o nível de exigência e não há nível mais alto do que a santidade. As primeiras palavras de Cristo em sua vida pública foram "arrependei-vos!". Todo católico precisa se arrepender e mudar, pois o arrependimento inspira a grandeza e, ao mesmo tempo, leva a perceber a própria pobreza espiritual, que, por sua vez, faz reconhecer humildemente a necessidade da misericórdia de Deus e clamar por ela.

3. RECORRER AO SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO COM MAIS FREQUÊNCIA, PELO MENOS UMA VEZ POR MÊS, OU COM OUTRA REGULARIDADE, MAS NÃO SOMENTE NAS CONFISSÕES COMUNITÁRIAS ANUAIS. A Igreja ensina que devemos nos confessar ao menos uma vez por ano, mas qualquer pessoa sincera consigo mesma e com Cristo sabe que precisa do sacramento da reconciliação com muito mais frequência. Analise regularmente como você está cumprindo os 10 mandamentos: esta é uma ótima forma de exame de consciência para preparar a confissão mensal. Determine um dia concreto a cada mês para se confessar, mas procure a confissão imediatamente se cair em pecado mortal. A reconciliação frequente nos transforma.

4. ORAR DURANTE PELO MENOS QUINZE MINUTOS TODOS OS DIAS. Um número muito pequeno de católicos reza quinze minutos por dia. Como vamos conhecer Jesus se nunca falamos com Ele? É impossível. Comprometa-se a conhecer Jesus Cristo conversando com Ele todos os dias. É nesta conversa pessoal que Cristo vai mostrar a você qual é a vontade dele.

5. DESCOBRIR A FORÇA DA MISSA, FONTE E ÁPICE DA FÉ CATÓLICA, QUE, MESMO ASSIM, A MAIORIA DOS CATÓLICOS NÃO FREQUENTA. Eles não sabem o que de fato ocorre na missa: têm pouca compreensão deste sacramento devotamente transmitido durante dois mil anos e não percebem que, durante a missa, eles são testemunhas do sacrifício cruento e real de Jesus Cristo na cruz. 

O católico que não participa ativamente da missa, por ignorância ou por tédio, não pode receber as graças que fluem da Eucaristia. Conheça mais sobre a missa, até conseguir explicar aos outros, com a reverência e a devoção merecidas, o que é o sacrifício de Cristo. Ou, pelo menos, faça uma visita ao Santíssimo Sacramento durante a semana. 

6. PARTICIPAR SEMPRE DA MISSA DOMINICAL E, SE POSSÍVEL DE PELO MENOS MAIS UMA MISSA DURANTE A SEMANA. É obrigação mínima de todo católico assistir à missa todos os domingos, mas a minoria vai à missa também durante a semana. Isto é uma falha catequética e um insulto escandaloso ao nosso Rei. Além de ir à missa todos os domingos, dê um passo adicional e encontre Jesus Eucaristia pelo menos mais uma vez durante a semana. E lembre-se: não receba a Eucaristia em pecado mortal. Confesse-se antes.

7. REZAR O TERÇO REGULARMENTE E LEVAR UM ROSÁRIO SEMPRE CONSIGO. O rosário nos chama para mais perto de nossa Santa Mãe e do seu Filho Jesus. É um ato de lealdade e de fidelidade. Comprometer-se com o rosário é uma arma contra o ataque diário de Satanás, que odeia o terço e o teme. Mantenha o rosário acessível em todos os momentos para rezar, por exemplo, nos momentos de gratidão ou de estresse. O rosário faz parte do “uniforme” do católico comprometido!

8. CONHECER O SEU SANTO PADROEIRO E O ANJO DA GUARDA. Acreditamos na comunhão dos santos, mas muitos católicos não têm uma relação pessoal com um santo ou com o anjo da guarda. Os santos e anjos intercedem pelos homens e nos defendem do ataque diário de Satanás. Não vá para a batalha diária desacompanhado de um santo de sua devoção e do seu anjo da guarda!

9. LER AS SAGRADAS ESCRITURAS DURANTE QUINZE MINUTOS POR DIA OU ESCOLHER UM DIA DA SEMANA PARA ISSO. Toda ela gira em torno de Jesus Cristo, o Messias. Quando lemos a Sagrada Escritura, Jesus está conosco, não em sentido figurado, mas de forma real e atual. Um católico não pode conhecer Jesus Cristo sem contemplar a Palavra dele. 

10. SER SACERDOTE, PROFETA E REI NA SUA CASA. Diante de uma cultura laicista que ataca a família, os católicos precisam reafirmar os seus papéis legítimos como “sacerdotes”, “profetas” e “reis” em família. Seja sacerdote levando a sua família à oração. Seja profeta ensinando a verdade de Cristo e da Sua Igreja. Seja rei defendendo a sua família das perversões da cultura atual, corrigindo-a quando cai no erro e levando-a para a Eucaristia e para a reconciliação.

11. CRIAR FRATERNIDADE COM OUTROS CATÓLICOS DA SUA PARÓQUIA. Em Atos 2,43, os apóstolos, desde os primeiros dias da Igreja, davam a "fórmula" para a fraternidade católica: perseverar na doutrina e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e nas orações. Para crescer na fé, um católico deve construir a fraternidade com outros fiéis católicos que possam desafiá-lo e ajudá-lo a crescer em santidade. Há uma epidemia de solidão nos homens modernos, mesmo nos que participam da missa regularmente. Faça o compromisso de construir a fraternidade com outros católicos. Reúna-se com eles em grupos, grandes e pequenos, para orar, aprender, ensinar e servir aos pobres. Seja um catalisador, um líder, trabalhando em harmonia com o seu pároco. Foi Cristo que nos pediu: "Ide e fazei discípulos".

12. COMPROMETER-SE COM O DÍZIMO. A doação de uma pequena parte dos seus ganhos à Igreja é um indicador da força prática da sua lealdade a Jesus Cristo. Muitos católicos dão pouquíssimo ou nada para a Igreja, tanto em termos absolutos quanto em comparação com os fiéis de outras igrejas cristãs.

Fonte:

http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/doze-passos-para-ser-um-catolico-comprometido-5889444351574016

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